HOLANDA - prisão encantada














Hoje, me levantei muito cedo para um domingo, tinha que devolver a bicicleta de aluguel antes que tudo ficasse muito caro. 
O domingo e um dia estranho, as ruas perto da estação de trein que na maioria das vezes estão cheias de pessoas mal humoradas e bicicletas nervosas buscando uma maneira de vencer essa corrida invisível, essas mesmas ruas estavam vazias,  quase sem ninguém.
Pode parecer mentira mas tinha sol, uma luz linda de um brilho indescritível, quando passava pelo túnel logo depois de deixar a bicicleta, ali do outro lado, como numa moldura de fotografia uma franja de folhagens descia logo no canto dando um charme verde para aquela visão de cidade dormida, com uma preguiça de quem não quer  se levantar para ver o sol, que brinca com os poucos corajosos que se atreveram a andar pelas ruas  num domingo desses que ninguém quer nada com nada.
Logo ali em frente ao restaurante italiano que sempre precisa de garçon havia um homen, idade que não passava de 35, com umas botas feias de promocao falando no seu telefone caro como se não existisse amanha, ele nem me viu passar e passei tão perto que senti seu cheiro de quem não havia dormido ainda.
Quando fazem esses dias bonitos a vida fica diferente, a gente fica feliz mesmo com as coisas mais tontas que num dia de chuva e cinza nos passariam por nada mais nada menos que irritação.
Continuei caminhando pelo sol ao som da cantoria de tantos pássaros que não poderia descrever quem foi que cantou o que. No parque que cruzo todos os dias bem cedo faca sol ou chuva para levar meu filho a escola, o chão estava coberto dessas florzinhas encantadas que nascem por aqui de todas as cores, parecem saídas de um livro de historia infantil, lhe fazem pensar que voce esta tendo uma visão. Era domingo e cedo e o pequeno parque estava vazio sem os cachorros com seus donos carregando aquele rolinho de saquinhos verdes ou pretos para recolher a merda dos seus bichos e  que muitas vezes e deixada para tras como se fosse um presente para os outros que não possuem animais. Enquanto escrevo aqui no meu Pequeno atelier escuto pássaros diversos la fora pendurados nas arvores como se fosse uma grande festa, não pense que esta calor, sinto os dedos da minha mão ficando gelados e tenho frio nos meus pés, mesmo estando vestidos com minhas meias pastel fashion. Ja são quase uma hora e quero limpar meu jardim, cada ano sonho com um jardim diferente, tento sonhar com alguma coisa bem grande, tipo jardim do Eden assim trabalho bem duro para deixar esse espacinho verde logo atras da casa com cara de alguma coisa, ter jardim e complicado ele vive e tem vontade própria assim que e um negociar constante. Bom vou almoçar e trabalhar no jardim e logo depois termino isso, ate daqui a pouco. 
Ja e quase hora de dormir, me diz meu corpo, demorei para voltar, muitas coisas aconteceram ate que eu pudesse sentar aqui mais uma vez e terminar o que estava falando.  
Trabalhei no jardim quase a tarde toda e limpei,cortei e plantei, almocei arroz com muitas verduras e legumes e algumas lentilhas, acho ate que comi demais, trabalhar no jardim da fome.
A terra estava cheia de minhocas que se entrelaçavam fazendo coisas de minhoca, e muito estranho ver tantas minhocas num so lugar.
Estou alugando o quarto da minha casa e se nota que e quase primavera, todos que vem para  ver o quarto perguntam se podem trazer o namorado ou a namorada, como se estivessem buscando um ninho. A cidade esta cheia de estudantes jovens e bonitos cheios de vida e de alegrias infantis, as ruas estão em festa com a chegada de tantos e logo estarão cobertas de vomito noturno, daquelas caras felizes por suas primeiras aventuras no mundo sem ter os olhos dos pais cuidando de seus tropeços.
Enquanto os lindo olhos do “Che” me encaram na minha tela de descanso vou pensando que minha primavera ja pode chegar, “e tempo de florescer”.

BOA PRIMAVERA  A TODOS …            

       

   

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