Beijo
Quando nos beijamos, senti uma força brotando de dentro do peito que mais parecia a reação de alguma substancia desconhecida, quente, doce, latente.
Seu hálito gostoso me nutria, era comida para minha alma, suas mãos firmes na minha cintura me fazia perder o chão, era como se seus dedos ficassem cravados em mim como ferro quente.
Meu fôlego no seu, fazíamos parte do mesmo ser, aquilo tudo acontecendo, era a eternidade tão cobiçada e cada segundo era uma nova descoberta.
Todos calaram-se ao redor, esperando o fim daquele ato de fé.
Não havia cansaço nem mesmo um “chega”, não havia vergonha, éramos os conquistadores daquele território estranho.
Mas sem jeito, meio que sem vontade os corpos foram se separando aos poucos, num movimento custoso e dolorido, abrindo espaço para que a magica partisse e com lagrimas tristes as pernas bambas levaram a minha boca da sua.

Comentários
Postar um comentário