Flashdance…
Faltam dois minutos para as cinco da tarde fui a praia com meu filho e estivemos deitados na areia lendo Thomas de trein e seus amigos e tentando tomar um pouco de sol que passava por entre as nuvens . Do nosso lado esquerdo estava uma família com cinco crianças eram reformados calcas negras e do outro duas mães com suas crianças e uma delas tinha uma criança numa cadeira de roda.
Logo a frente dormia uma senhora tostada do sol e Julius me pergunta a cada cinco segundos se ele pode fazer cócegas nela.
Depois de uma hora de Thomas de trein e seus amigos um pouco de banho de mar numa agua que dava para fazer suco de tão gelada, nem vamos sentir falta das pedrinhas de gelo, umas gaivotas com voos acrobáticos tentando achar o que comer pegamos a bicicleta e voltamos para casa por que ainda tinha que trabalhar, num orçamento para um cliente ( graças a Deus ).
Julius na cama depois de muito fazer, banho, comida, hora do pote, trocar de roupa, claro também tenho que comer.
Entre tudo isso deixei o computador ligado numa dessas novelas ( Alem da vida) e ai estava uma mocinha sendo salva no meio da floresta pelo seu principe montado a cavalo. Sinceramente mais clichê não podia ser.
Mais no meio dessa fantasia toda e criança comendo e campainha tocando me veio uma pergunta que não para de ecoar na minha cabeça.
E SE EU NUNCA MAIS AMAR NINGUEM?
O silencio dessa sala e cruel e essa pergunta esta ai cravada na tela do computador de uma forma tao dura que e difícil disfarçar a tristeza.
Sera que como tudo existe uma cota para amar?
Sera que depois de tantos erros( ou acertos ), sei la, a gente acaba com essa historia de amar alguém ?
A família da praia com cinco crianças não demonstravam o menor sinal de amor so aquela tolerância azeda, que diz em voz muda” que fazer, a unica coisa que posso e aguentar vocês”.
Sera que vou continuar pela vida so, sem me deixar iludir mais por ninguém?
Ilusão, e o amor uma ilusão passageira e a tolerância domestica a verdadeira forma de amar?
Eu não sei nenhuma dessas respostas, isso e aterrorizante.
Achei um papel onde escrevi em 2010, quando voltava de Madrid meus objectivos, na época estava apaixonada pelo pai do meu filho, nesse papel eu tinha tanta certeza de tudo ao meu redor.
A verdade e que sou a mocinha da minha historia e vou ter que sair da floresta sozinha , e quero fazer isso antes do anoitecer.
Quando eu era adolescente sempre quiz ser a mocinha do Flashdance, espero que vocês não tenham esquecido essa historia maravilhosa.
Nesse caso ela saiu da floresta sozinha e ele estava la para espera-la e festejar junto com ela aquela conquista. Mas sabe, pensando bem essa fase ja passou, acredito que hoje estou mais na fase de me perguntar, o que aconteceu depois do beijo final da ultima cena do Flashdance.
Ele continuou tao bacana?
A verdade e que hoje quero uma historia que não se acabe depois da ultima cena do climax da historia.


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