Pai pra onde vou? Que eu não seja como os porcos.
Sou filha de um agricultor que queria ser piloto de avião e uma mãe que queria ser professora, a geografia e a economia da historia dessas duas pessoas os levarão a ter uma outra vida. A historia dos meus pais e uma historia de amor e muitas lutas e muitas desistências e sonhos impossíveis.
Sou fruto dessas duas pessoas que muitas vezes foram espelhos das minhas frustrações e forca para chegar a alguma lugar. Meu pai sempre me disse “ Se voce quiser chegar a algum lugar olhe para cima, não faca como os porcos que tem medo de olhar as alturas”.
Ter medo, e o medo que tenho do medo de que o medo tome conta de mim.
Quando completei 12 anos vivíamos num patrimônio num canto ai ,quase no sul do pais, meu pai deixou tudo pra tras para nos dar mais acesso a um melhor estudo melhores escolas. Sempre dizia que queria que nos seguíssemos nossos sonhos.
Com essa atitude ele meu pai, mudou a geografia e a economia da minha historia, ele não teve medo de deixar a tradição do campo e suas terras e toda sua vida para tras para mudar a nossa.
Sempre escrevi e sonhava muito um dia falar com escritores e mostrar aquilo que escrevia, ate que um dia ja na cidade grande, numa tarde de sexta-feira meu pai me disse que pegasse meus cadernos escritos que iríamos visitar umas pessoas. Chegamos num prédio grande de vidros escuros, logo na entrada se sentia um cheiro de livros velhos a luz era fraca e a maioria do espaço estava escuro. Ele parou num momento e disse vai ate aquela luz la dentro tem pessoas com as quais voce pode conversar a respeito dos seus textos, venho te buscar dentro de 1.30min.
Com uma vergonha matuta entrei sala a dentro e vi muitos, mais muitos livros e gente gorda e velha, umas com um sorriso outras com uma cara azeda, um homen se levantou e pediu para que eu me apresentasse, quase não consegui dizer nada. Ele apertou minha mão com uma certa gentileza e se sentou do meu lado, aquele senhor com cabelo de franciscano tinha meu sobrenome isso me dava uma tranquilidade estranha pois eu não o conhecia. Ali naquela sala estavam os melhores escritores da região que se reunião uma vez por mes para falar de seus trabalhos.
No final de tudo, aquele senhor quase família com cabelo de Franciscano e aperto de mão com gentileza me disse num tom de amor quase ordenando “ vai viver, isso vai te ensinar tudo”.
Ja são 11.25min tenho que correr e hora de ir trabalhar, hoje meus sonhos estão confusos pelas dores que tive que passar,pela vida que me ensina tudo.Um outro homen sem cabelos com um acento merco sul me disse um dia “ as pessoas que escrevem são menos felizes”, eu espero que ele esteja errado.
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| colheita de cafe anos 70 meu pai sem camisa com seu irmão Jaime a esquerda e um amigo da família . |


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