A morte do Amor 


O olhar mudou, toda reação química que suas curvas provocavam no meu ser ja não existe mais, quando te olho, observo, vejo o rascunho de uma historia passada, palavras vagas como uma mímica que sai de seus lábios sem som, sem voz, sem vida. 

Você toda languida no passado de nossas historias me seduzindo diariamente sem mesmo saber, aquele gosto quente e bom da sua boca era quase inexplicável, você era toda sabor, mas hoje sem gosto e sem desejo por mim, ai jogada nos cantos do seu sofrimento,desaparecida em magoas e dores, envolvida no amargo da sua saliva e no sal das suas lagrimas com suas carnes caídas e sem curvas, você desaparece de mim.

Como se tudo nunca houvesse existido, recolhendo- se as sombras e se aninhando a um amontoado de memórias empoeiradas.

Um vento forte entre pelas gretas de nossas almas arrastando o resto de você que estava em mim e lhe misturando em direções diversas, lhe partindo em tantos pedaços,  que so poderei lhe encontrar em outras vidas, e em meio ao um desespero sem explicação, chorarei sua perda quando ver nossas historias em outras historias e com o passar dos séculos chegara um momento que os mesmos ventos que te levaram, sopraram em minha direção.

E estarei ali sem jeito, quem sabe ate mesmo sem forças, sem ser quem um dia fui, sem você, sem nos, sem mim mesmo, sem nada.

Então você vinda de lugar nenhum trazida por esse sopro sem fim, como que por magica tuas moléculas se encontrarão com as minhas e sem necessitar palavras, estaremos emaranhados um ao outro como seus cabelos no vento da praia das tardes de sábado, como pão com manteiga, como dois adolescentes que se beijam pela primeira vez.

Quando as minhas partes reconhecerem as tuas, seremos nos, nem que seja por um instante e como por destino ou desgraça, lhe sentirei pulsando em mim e nascendo e morrendo a cada suspiro nessa dor infinita, que tudo explica, Amor …        

    

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